Ontem foi Dia Mundial da Filosofia! Mas também foi Dia Mundial da TV. Se alguém encontrar semelhanças entre uma coisa e outra, faça o favor de explicitar nos comentários deste blogue. Será possível que nem sequer possamos ter um dia só para nós?
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Traduzindo por miúdos
Decidi que talvez fosse melhor apresentar uma pequena legenda das temáticas a que se referem as etiquetas deste blogue, visto terem títulos mais sugestivos que o habitual.
resgates do armário - itens que resgato dos armários da minha avó e da minha mãe e que reutilizo e/ou reciclo.
o que nem às paredes confesso - não, não é nada semelhante à casa dos segredos. São desabafos ou situações caricatas que muitas vezes me inibo de partilhar pessoalmente, então partilho aqui.
o melhor do meu dia - Resumo semanal do melhor dos meus dias, habitualmente publicado à sexta-feira. Desafio que partilho com mais de uma centena de bloggers, lançado pela Catarina Beato do blogue Dias de uma Princesa.
pensamento do dia - Citações e frases com as quais me identifico.
in útero - Tudo sobre gravidez.
fiLHosofia - Tudo sobre maternidade, educação, sabedoria dos pais sobre os filhos e outras filosofias.
Mum´s the Chef - as minhas receitas caseiras.
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
O melhor dos meus dias #1 [estranha forma de vida]

Este exercício não é fácil para um lusitano! Nós não somos culturalmente felizes! O povo português "sofre" de uma nostalgia permanente, dos dias bons que se foram, dos dias bons que ainda não vieram, sofremos de saudade de tudo e mais alguma coisa, mas afinal é isto que nos define enquanto povo. Queixamo-nos de tudo, reclamamos imenso, mas também damos valor ao que somos e temos, principalmente quando vemos alguma das nossas tradições inferiorizadas, algum português satirizado, aí levantamos as nossas "armas" como no hino e corremos tudo à padeirada como em Aljubarrota. Por um lado é pena sermos assim, mas por outro, tudo isto é fado!
É-me particularmente difícil este exercício, eu tenho mesmo alma lusitana e que orgulho tenho disso! Apercebemo-nos desta tristeza característica quando olhamos para um brasileiro que apesar de pobre e de viver inseguro numa favela qualquer, consegue mesmo assim, manter um sorriso constante na cara todos os dias e rir-se da própria miséria! Agora dizem-me vocês, o sol e o calor fazem maravilhas ao humor de qualquer um! Então se assim é devíamos ser os europeus mais felizes. Nós, os gregos, nuestros hermanos espanhóis e os italianos. Agora olho derrepente para esta lista e parece-me que temos muito em comum, inclusive uma conjuntura de crise. Porque será? Li outro dia no blogue que lançou este desafio mensagens de pessoas com vidas profundamente marcadas e que conseguem no meio da escuridão encontrar sempre uma luz que ilumine cada um dos seus dias. Pessoas que comentavam que talvez seja nos dias mais tristes, nas situações limite de perda que sentimos uma maior necessidade de fazer este exercício de esperança.
Será por isso que os países com menos sol, menos calor, menos motivo para serem felizes constroem com esforço e determinação a sua própria felicidade? É só pensarmos nos escandinavos. Nós os europeus do Sul, que temos o sol, o calor do mediterrâneo, as ilhas paradísiacas e as melhores praias de sempre nunca precisámos de construir a felicidade, ela foi-nos concedida, o problema talvez seja querermos aproveitar esta dádiva ao máximo e gastarmos todos os nossos recursos nisso, os que temos e os que não temos. Somos um povo de fé, se Deus nos concedeu o milagre de termos uma terra tão linda e tão boa de se viver, talvez também nos salvemos da catástrofe sócio-económica em que nos encontramos por obra e graça do espírito santo. Ou talvez El rei D. Sebastião regresse das brumas para nos salvar. Somos heróis, não somos mártires, não estamos habituados a sacrifícios. Que estranha forma de vida!
No entanto sempre fiz este exercício antes de entrar no ano novo, mas diariamente parece-me ser muito mais gratificante. Todos os finais de ano faço uma lista de agradecimento pelo que consegui alcançar e uma lista das minhas aspirações para o ano seguinte, sempre agradecendo como se já estivessem todas realizadas (é a lei da atração). Este ano pela primeira vez durante as doze badaladas da meia-noite em vez de pedir desejos, agradeci.
Realmente a boa energia gera ainda melhores energias,no entanto tenho tendência a praticar melhor este exercício depois de ver o telejornal, coisa que costumo evitar, não lido bem com a desgraça alheia, e fico com vontade de chorar sempre que vejo as notícias. Infelizmente só depois de estar em contacto com as tragédias dos outros é que me apercebo do quão feliz sou. Por ter uma família maravilhosa, por ter uma casa, um carro novo, por ter um emprego que adoro e que me permite manter estas coisas que tenho e ainda sonhar em ter mais. E isto é sempre o melhor dos meus dias, ser mãe do meu filho, mulher do meu marido, filha dos meus pais, sobrinha e afilhada do meu tio/padrinho, por ser prima dos meus primos, sobrinha dos meus tios, neta dos meus avós, por ter memórias felizes do que já não tenho, do que perdi, dos que perdi, por ser amiga dos meus amigos, por ser educadora ambiental, por trabalhar com pessoas, com crianças, com animais, por dançar, por ser portuguesa, por ser lisboeta,por ainda conseguir sonhar, por ser quem sou!
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Mum´s the Chef #1
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| Papa de aveia |
Papas caseiras de cereais e fruta
Tenho visto por esta Internet fora muitas mamãs a perguntarem por receitas de papinhas caseiras para os seus filhotes. Ora em jeito de comemoração do dia mundial dos diabetes que é hoje (apesar de diabetes não ser algo que se deva comemorar não é verdade?) podemos sempre celebrar a prevenção dos malditos porque prevenir é uma coisa boa, remediar é que não, inicio esta nova rubrica denominada “Mum´s the Chef.“ Não fiquem contudo a pensar que sou a versão feminina do Ramsay nem nada que se pareça, sou apenas alguém que gosta de exercitar a criatividade na cozinha. Guardando um bocadinho a humildade na gaveta, daqui a pouco já lá vou resgatá-la, estou assim mais para James Oliver no feminino, ou como fazer uma refeição em 15 minutos sem os ingredientes principais na despensa. Fazer papas caseiras para um bebé é tão fácil como fazer papa de pacote, há cereais com e sem glúten, é só escolher os que se adequam à faixa etária da criança. Eu uso flocos de aveia biológicos, que podem vir já pré-cozidos ou não, sinceramente não faz assim muita diferença, flocos de arroz integral, flocos de trigo e quinoa. Basta cozer uma pequena quantidade de um destes flocos ou misturá-los se preferirem (eu não costumo misturar) durante 10 a 15 minutos, coá-los e juntar à fruta cortada em pedaços, passam com a varinha mágica e voilá, papinha caseira para o bebé. Este é o lanche do baby Gui todas as manhãs (por vezes para variar come só a frutinha, mas com a papa fica bem mais aconchegado e aguenta melhor até à hora do almoço). Ele adora e a mãe também! Cuidado com a aveia que é muito rica em fibra e solta o intestino, não convém juntar com papaia ou sumo de laranja a não ser que queiram remediar alguma obstipação, para bebés com prisão de ventre não há melhor. O arroz integral e o trigo são indicados exatamente para a situação contrária.
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| Quinoa cozida |
A quinoa é uma planta oriunda da América do Sul que produz um grão extremamente rico. Cada 100 gramas de quinoa contêm 15 gramas de proteínas, 68 g de carboidratos, 9,5 mg de ferro, 286 mg de fósforo, 112 mg de cálcio, 5 g de fibras e 335 kcal. A composição pode variar um pouco, dependendo da diversidade das sementes. Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a quinoa é um dos alimentos mais completos que existem. E muito importante, não contém glúten. Sabemos que o grão está cozido quando começa a ficar transparente com um círculo branco em redor.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Dançar "O Ventre"
Dançar grávida foi umas das experiências mais enriquecedoras que já vivi. Infelizmente não sou daquelas mulheres que acha que estar grávida é um estado de graça lindo e maravilhoso e que coloca um sorriso doce na cara permanente, enquanto carrega um peso descomunal que faz despoletar dores em lugares nunca dantes imaginados. A maternidade é realmente uma bênção, mas o caminho até à mesma não é, na minha opinião, um mar de rosas, ou então até é, mas com muitos espinhos. As dores que surgem não sabemos de onde, as noites mal dormidas, os pés inchados com o calor e principalmente, as variações de humor que o cocktail de hormonas provoca em nós, não são de todo uma visão celestial. No entanto, no meio desta visão que mais parece infernal encontrei um pedacinho de paraíso, a dança. Dançar grávida fez-me perceber o funcionamento interno do meu corpo como nunca tinha percebido antes e o prazer físico e emocional que se pode retirar do simples movimento, orgânico e natural, que há em todas nós. A maioria das pessoas que pratica dança como hobbie esquece-se que a dança é uma arte, dançar é e deverá sempre ser um processo criativo. Existe a tendência de se pensar uma aula de dança como um processo de
Tendo em conta que o meu lado optimista tem andado escondido como o sol no outono, resolvi aderir à iniciativa de duas mamãs da blogosfera e a partir de amanhã,farei este exercicio de encontrar o que ilumina os meus dias. Partilharei com o mundo O Melhor do Meu Dia todas as sextas-feiras através de um resumo semanal. Se quiserem saber mais cliquem aqui.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
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