quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Tendo em conta que o meu lado optimista tem andado escondido como o sol no outono, resolvi aderir à iniciativa de duas mamãs da blogosfera e a partir de amanhã,farei este exercicio de encontrar o que ilumina os meus dias. Partilharei com o mundo O Melhor do Meu Dia todas as sextas-feiras através de um resumo semanal. Se quiserem saber mais cliquem aqui.
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Alerta velhice!
Quando já se teve ou se tem profissões daquelas em que se lida com muita gente, acontecem situações em que a memória já nos falha e outras em que pensamos, credo será que estou a ficar velha?
Bem, ninguém caminha para novo não é verdade?
Situação 1: Estou a passar na rua e:
Senhora- Olá como está? Lembra-se de mim?
Eu- Claro que sim, está tudo bem? (De onde é que te conheço?)
Senhora- Vocês contactam com tanta gente que deve ser difícil recordar não é?
Eu- Sim é verdade! (Vocês quem? Vocês professores? Vocês formadores de educação ambiental no Zoo? Vocês coordenadores de atividades educativas para crianças que falam com mais de 1000 pais por ano? Vocês explicadores em tantos centros de explicações por esse Portugal fora? Vocês quem?)
Até hoje não sei quem era…
Situação 2: Estava eu numa lojinha de roupa e deixo cair uma peça no chão:
Eu- Peço desculpa eu arrumo.
Funcionária – Oh stôra deixe estar eu arrumo. Lembra-se de mim? Eu era aquela que dissertava sobre tudo e mais alguma coisa.
Eu - Sim, sim, da Secundária da Amadora? (Ok esta acertei, também foi da últimas escolas onde dei aulas)

Situação 3: Rapariga- Olá Cátia tudo bem?
Eu- Olá e bla bla bla…
Uma cara muito familiar que estou certa que conheço bem e com quem convivi bastante mas que não sei de onde, até hoje me martirizo com isto. Rapariga que encontrei no Delmare na Costa da Caparica há uns 3 anos atrás, se estiveres a ler isto diz-me quem és por favor. E eu que até achava que era boa com caras e nomes, isto só pode mesmo ser da idade…
Situação 4: Há muitos anos atrás quando era ainda solteira e moça para andar em festivais e coisas afins, encontrei um aluno no Festival Sudoeste TMN. Deste lembrava-me bem visto que foi da minha primeira turma do 11º ano no meu ano de estágio, além disso ainda não tinha entrado nos 30, o que faz toda a diferença.
Gonçalo: Olá Cátia, tudo bem?
Eu: Olá Gonçalo, que fazes? (Olá Cátia??? O puto está-me a tratar por tu? Ele pensa que por estar na mesma casa de idades que eu, que era a dos 20, ele a entrar e eu a sair dessa casa, podia falar comigo como se tivéssemos andado na escola juntos? E até andámos mas eu era a professora, ora essa!)
Gonçalo: Já estou na faculdade daqui a 1 ano já acabo a licenciatura em engenharia aeroespacial. (espero não ter influenciado o miúdo a andar na lua com tanta filosofia. Isto de Bolonha faz com que se entre e saia da faculdade sem ter tempo para conhecer os edifícios todos.)
Situação 5: Ex aluna passa com um bebé no carrinho.
Ok é oficial, ALERTA VELHICE!
Saudades da Filosofia!
Sei que este texto, só os loucos que como eu dedicaram parte da sua vida a estudar outros loucos, vão entender, porque ninguém com um grau de lucidez aceitável tem saudades de nada que tenha a ver com filosofia. Eu tenho e muitas! Agora já nem sequer sou professora desta disciplina, se bem que sê-lo não mantinha a relação próxima que sempre tive com a filosofia, que aquilo que se estuda no secundário lamento dizer-vos nem pseudo filosofia é, são coisitas da vida, por assim dizer…
Sinto falta de mergulhar numa imensidão de existencialismo em forma de palavras, livros e livros com tanta letrinha pequenina para ler, ai que saudades!
Ando a pensar nas próximas férias, entre fraldas e travessuras (nome do blog de uma amiga minha que vale muito a pena ler: http://fraldaoutravessura.blogspot.pt/ ) limpar o pó a algumas relíquias que para lá andam nas minhas estantes. Agora a verdadeira questão é: será que ainda me restam neurónios com inteligência suficiente para perceber um Heidegger? É muito difícil quando se nasce cego, quando se nunca conheceu nada a não ser a penumbra e a escuridão, conseguir abrir os olhos e abraçar a luz. Mas é bem pior quando se faz o caminho inverso, quando já se teve os olhos abertos, quando já se viveu entre as 7 cores do arco-íris e depois por opção (por estupidez) se passou a usar óculos escuros e a ver tudo a preto e branco. Como me deixei cegar, eu que sempre vi tudo com tanta clareza?! A saudade da filosofia é esta necessidade que tenho de me evadir desta realidade tão redutora, de crises financeiras e problemazinhos tão concretos que já me chateia ver a treta do telejornal. O país está mergulhado num abismo tão absurdo qual Sísifo a empurrar eternamente a rocha até ao cimo da montanha. Here we go again…
quarta-feira, 1 de maio de 2013
A loja maravilha
O Salta Pocinhas é uma loja no Parque das Nações que vende roupa para bebés e crianças de boas marcas como Timberland, Gant, Hilfiger e por aí fora, ora não seria novidade nenhuma se esta mesma loja não tivesse roupas destas marcas a um preço muito, mesmo muito low cost (valores abaixo dos 10€). Só para terem uma ideia as t-shirts e os calções que lá comprei da Timberland e Hilfiger foram mais baratos do que peças da nova coleção das lojas de centros comerciais a que estamos habituadas, daquelas que até têm coisas engraçadas mas muitas vezes de qualidade duvidosa, pelo menos em comparação com a qualidade destas marcas que refiro aqui.
Digam lá se não fofíssimas?
Vale muito a pena dar um salto ao Salta Pocinhas! Deixo-vos o link do Facebook onde até podem reservar nas fotografias das peças de roupa que estão à venda: https://www.facebook.com/osaltapocinhas
Digam lá se não fofíssimas?
Vale muito a pena dar um salto ao Salta Pocinhas! Deixo-vos o link do Facebook onde até podem reservar nas fotografias das peças de roupa que estão à venda: https://www.facebook.com/osaltapocinhas
terça-feira, 30 de abril de 2013
Quando as ruas não tinham nome
Em casa, nos dias de chuva, desde pequena que o meu pai me incutiu o gosto pela cultura, imaginem só que com 5 anos o meu jogo favorito era o das capitais, o meu pai perguntava-me qual era a capital de um país e eu respondia, outro jogo que fazíamos era o memories, utilizando os cartões do trivial pursuit o meu pai fazia-me perguntas e eu em tempo record tinha que responder a todas, um excelente modo de treinar a memória. Sou filha única no entanto nunca me senti só, ou estava na rua com os amigos ou estava nas festas com os meus primos, a brincar às escolas ou mesmo a fazer campeonatos de ginástica rítmica com arcos, bolas e massas. As minhas primas mais velhas ensinavam-nos inglês e alemão e fazíamos passagem de modelos com as roupas e maquilhagem das mães, enquanto os pais dançavam, comiam e bebiam na sala.
Quando era pequenina o meu avô contava-me histórias de animais, ele tinha um gosto especial pela vida selvagem, hoje sou uma professora de filosofia que trabalha como coordenadora pedagógica no Jardim Zoológico, vejo a minha profissão como uma soma de todos os jogos que fazia com o meu pai e das histórias que o meu avô me contava.
Num tempo em que não havia playstation passava horas a construir cidades de bonecas em casa das minhas amigas, como não havia karaokes na Internet ou na MEObox, púnhamos o gira-discos a tocar e cantávamos por cima das músicas. Também compúnhamos músicas infantis com coreografias e cobrávamos bilhetes para o espectáculo nos recreios da escola.
Num tempo em que não existia farmville o contacto com os animais era real quando íamos para o campo ou mesmo na cidade quando levávamos para casa caixas de sapatos com bichinhos da seda para vê-los transformarem-se em borboletas. Também cultivávamos na janela do quarto ou na marquise da cozinha copos com feijões para vê-los crescer.
Esperávamos ansiosamente pelos arraiais populares em Junho, onde comíamos sardinhas e nos encontrávamos ao som da música, à noite, no adro da igreja.
Quando as ruas não tinham nome e as crianças brincavam na rua até anoitecer, éramos mais solidários, criávamos mais defesas, respirávamos mais ar puro, éramos também mais saudáveis, de corpo e de espírito.
O bairro onde cresci é a freguesia da Portela, no concelho de Loures, e a rua dos 80, hoje chama-se Rua Pedro Álvares Cabral. Agora todas as ruas já têm nome e já ninguém se conhece, nem se cumprimenta na rua. Hoje as crianças da Portela e de tantos bairros de Portugal passam as férias fechadas em casa a jogar playstation ou a falar na Internet. Hoje as ruas já têm nome mas ninguém, sequer sabe, qual o nome delas…
quarta-feira, 17 de abril de 2013
A Primavera chegou e eu a trabalhar...
Nos meus passeios diários pela blogosfera vizinha só vejo fotos de praia, mar, esplanadas, jardins e fins de semana bem passados em família, já que o sol resolveu fazer-nos uma visita, esperemos que por muito tempo. Ora eu não pude aproveitar o primeiro fim de semana quentinho com o meu piolho visto que estive a trabalhar. Ele foi com o pai ao jardim, que aproveitou para fazer uns exercícios, o tempo para ir ao gym tem sido pouco ou mesmo nenhum. Isto tudo para dizer que apesar de ter trabalhado o fim de semana inteiro não me posso queixar, afinal quem trabalha num local destes não tem direito a lamúrias não é verdade?
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