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sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Ontem foi Dia Mundial da Filosofia! Mas também foi Dia Mundial da TV. Se alguém encontrar semelhanças entre uma coisa e outra, faça o favor de explicitar nos comentários deste blogue. Será possível que nem sequer possamos ter um dia só para nós?

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Saudades da Filosofia!

Sei que este texto, só os loucos que como eu dedicaram parte da sua vida a estudar outros loucos, vão entender, porque ninguém com um grau de lucidez aceitável tem saudades de nada que tenha a ver com filosofia. Eu tenho e muitas! Agora já nem sequer sou professora desta disciplina, se bem que sê-lo não mantinha a relação próxima que sempre tive com a filosofia, que aquilo que se estuda no secundário lamento dizer-vos nem pseudo filosofia é, são coisitas da vida, por assim dizer…

Sinto falta de mergulhar numa imensidão de existencialismo em forma de palavras, livros e livros com tanta letrinha pequenina para ler, ai que saudades!

Ando a pensar nas próximas férias, entre fraldas e travessuras (nome do blog de uma amiga minha que vale muito a pena ler: http://fraldaoutravessura.blogspot.pt/ ) limpar o pó a algumas relíquias que para lá andam nas minhas estantes. Agora a verdadeira questão é: será que ainda me restam neurónios com inteligência suficiente para perceber um Heidegger? É muito difícil quando se nasce cego, quando se nunca conheceu nada a não ser a penumbra e a escuridão, conseguir abrir os olhos e abraçar a luz. Mas é bem pior quando se faz o caminho inverso, quando já se teve os olhos abertos, quando já se viveu entre as 7 cores do arco-íris e depois por opção (por estupidez) se passou a usar óculos escuros e a ver tudo a preto e branco. Como me deixei cegar, eu que sempre vi tudo com tanta clareza?! A saudade da filosofia é esta necessidade que tenho de me evadir desta realidade tão redutora, de crises financeiras e problemazinhos tão concretos que já me chateia ver a treta do telejornal. O país está mergulhado num abismo tão absurdo qual Sísifo a empurrar eternamente a rocha até ao cimo da montanha. Here we go again…

quarta-feira, 1 de maio de 2013

A loja maravilha

O Salta Pocinhas é uma loja no Parque das Nações que vende roupa para bebés e crianças de boas marcas como Timberland, Gant, Hilfiger e por aí fora, ora não seria novidade nenhuma se esta mesma loja não tivesse roupas destas marcas a um preço muito, mesmo muito low cost (valores abaixo dos 10€). Só para terem uma ideia as t-shirts e os calções que lá comprei da Timberland e Hilfiger foram mais baratos do que peças da nova coleção das lojas de centros comerciais a que estamos habituadas, daquelas que até têm coisas engraçadas mas muitas vezes de qualidade duvidosa, pelo menos em comparação com a qualidade destas marcas que refiro aqui.
Digam lá se não fofíssimas?
Vale muito a pena dar um salto ao Salta Pocinhas! Deixo-vos o link do Facebook onde até podem reservar nas fotografias das peças de roupa que estão à venda: https://www.facebook.com/osaltapocinhas


terça-feira, 30 de abril de 2013

Quando as ruas não tinham nome

 Era uma vez uma praceta, que agora se chama praceta de Ipanema, onde há muitos, muitos anos viviam duas macacas, uma mais pequena e outra maior, onde eu costumava brincar quando era criança. Também era nessa praceta onde costumava andar horas a fio de bicicleta, ou quando era mais pequenina de carrinho de pedais.
 Nessa praceta viviam os meus avós. Onde eu vivia, na altura, o lote 86 e por isso chamávamos a rua dos 80, todos os prédios tinham dois pátios, um dos quais fechado que ficava na parte de trás. Nos 80 com cerca de 8 anos todos éramos amigos e brincávamos às escondidas e à apanhada mesmo à noite depois do jantar, numa altura em que brincar na rua não era sinónimo de perigo. Quando entrei na adolescência comecei a brincar com os amigos das ruas vizinhas, os 70 e os 90. No Carnaval fazíamos guerras de balões de água entre ruas, guerras onde ninguém era vencedor e ninguém era vencido pois apenas queríamos aventura e diversão.
  Na rua dos 90 tínhamos um grito de guerra, quando acabávamos de jantar íamos à janela gritar para avisar que estava na hora da brincadeira e todos saíam à rua, brincávamos à apanhada, levávamos rádios de pilhas onde ouvíamos música e dançávamos. Na altura não havia facebook ou qualquer outra rede social, quase ninguém tinha ainda computador, portanto as conquistas eram feitas a jogar ao bate-pé ou a dançar “slows” (músicas românticas, baladas) na rua sob o céu estrelado ou em casa de alguém. Também escrevíamos cartas de amor uns aos outros, e em vez de um blogue, todos tínhamos um diário com um cadeado onde relatávamos os acontecimentos mais marcantes.
Em casa, nos dias de chuva, desde pequena que o meu pai me incutiu o gosto pela cultura, imaginem só que com 5 anos o meu jogo favorito era o das capitais, o meu pai perguntava-me qual era a capital de um país e eu respondia, outro jogo que fazíamos era o memories, utilizando os cartões do trivial pursuit o meu pai fazia-me perguntas e eu em tempo record tinha que responder a todas, um excelente modo de treinar a memória. Sou filha única no entanto nunca me senti só, ou estava na rua com os amigos ou estava nas festas com os meus primos, a brincar às escolas ou mesmo a fazer campeonatos de ginástica rítmica com arcos, bolas e massas. As minhas primas mais velhas ensinavam-nos inglês e alemão e fazíamos passagem de modelos com as roupas e maquilhagem das mães, enquanto os pais dançavam, comiam e bebiam na sala.
Quando era pequenina o meu avô contava-me histórias de animais, ele tinha um gosto especial pela vida selvagem, hoje sou uma professora de filosofia que trabalha como coordenadora pedagógica no Jardim Zoológico, vejo a minha profissão como uma soma de todos os jogos que fazia com o meu pai e das histórias que o meu avô me contava.
  Num tempo em que não havia playstation passava horas a construir cidades de bonecas em casa das minhas amigas, como não havia karaokes na Internet ou na MEObox, púnhamos o gira-discos a tocar e cantávamos por cima das músicas. Também compúnhamos músicas infantis com coreografias e cobrávamos bilhetes para o espectáculo nos recreios da escola.
 Num tempo em que não existia farmville o contacto com os animais era real quando íamos para o campo ou mesmo na cidade quando levávamos para casa caixas de sapatos com bichinhos da seda para vê-los transformarem-se em borboletas. Também cultivávamos na janela do quarto ou na marquise da cozinha copos com feijões para vê-los crescer.

Esperávamos ansiosamente pelos arraiais populares em Junho, onde comíamos sardinhas e nos encontrávamos ao som da música, à noite, no adro da igreja.
Quando as ruas não tinham nome e as crianças brincavam na rua até anoitecer, éramos mais solidários, criávamos mais defesas, respirávamos mais ar puro, éramos também mais saudáveis, de corpo e de espírito.
O bairro onde cresci é a freguesia da Portela, no concelho de Loures, e a rua dos 80, hoje chama-se Rua Pedro Álvares Cabral. Agora todas as ruas já têm nome e já ninguém se conhece, nem se cumprimenta na rua. Hoje as crianças da Portela e de tantos bairros de Portugal passam as férias fechadas em casa a jogar playstation ou a falar na Internet. Hoje as ruas já têm nome mas ninguém, sequer sabe, qual o nome delas…

quarta-feira, 17 de abril de 2013

A Primavera chegou e eu a trabalhar...

Nos meus passeios diários pela blogosfera vizinha só vejo fotos de praia, mar, esplanadas, jardins e fins de semana bem passados em família, já que o sol resolveu fazer-nos uma visita, esperemos que por muito tempo. Ora eu não pude aproveitar o primeiro fim de semana quentinho com o meu piolho visto que estive a trabalhar. Ele foi com o pai ao jardim, que aproveitou para fazer uns exercícios, o tempo para ir ao gym tem sido pouco ou mesmo nenhum. Isto tudo para dizer que apesar de ter trabalhado o fim de semana inteiro não me posso queixar, afinal quem trabalha num local destes não tem direito a lamúrias não é verdade?

terça-feira, 16 de abril de 2013

Quem não chora também mama

 Sei que o provérbio tem um sentido lato e que não se refere à mama da mãe, modifiquei-o porque se o seu sentido fosse estrito ele estaria errado. Quem não chora também mama porque nunca se deve deixar um bebé chegar ao ponto de chorar porque tem fome, há muitos sinais que devemos saber interpretar. Mas há que conhecer a nossa criança e perceber que, alguns comportamentos, no geral podem ser sinais de fome, mas que também podem significar outras coisas, dependendo da idade, da altura do dia, etc.

Quando um bebé abre a boca e roda a cabeça para o lado, ou a estica para trás, normalmente está a procura de mama. Quando enfia as mãos na boca nas primeiras semanas pode ser fome, a partir dos 3 ou 4 meses já não acredito, eles enfiam as mãos na boca por tudo e por nada, porque estão a descobrir as mãos, porque há dentes a romper e mais que não seja porque estão na tão conhecida fase oral freudiana e a boca é a sua única fonte de prazer.

Outros sinais considerados de fome poderão ser coçar a orelha ou resmungar, ora se isso fosse verdade o meu bebé andaria sempre esfomeado coitado, pois resmungão é o seu nome do meio, não que seja chato atenção, só tem feitio, é como a mãe, e coça a orelha a toda a hora, porque está aborrecido, porque não gosta daquela música, porque tem sono, porque não tem sono...


Na dúvida oferece-se a mama e voilá, se tiver fome mama, se não tiver e se for como o meu Gui mama na mesma  e depois bolsa, pois não deve caber tanto leite naquela barriguinha, e fica feliz!
Não esqueçamos agora o mais importante, a mama não é apenas fonte de alimento, mamar é muito mais para um bebé do que apenas saciar a fome. A mama é um analgésico natural para qualquer dor, a mama é calor, é afeto, é amor. Eu costumo dizer que o leite não desce do cérebro, mas antes vem do coração, afinal as maminhas moram lá mesmo ao lado.
Todo o sucesso da amamentação começa com a escolha da mãe em amamentar e a sua força de vontade para superar todas as contrariedades que possam surgir. Não quero com isto fazer juízos de valor sobre quem escolhe não amamentar, ninguém ama menos um filho por isso como é óbvio. Só creio que fazer essa escolha e estar preparada para enfrentar os obstáculos que possam surgir anteveem o sucesso da amamentação.
Amamentar é mais um ato de fé do que outra coisa, se acreditarmos na nossa capacidade para o fazer, fazemo-lo com uma perna às costas. Devemos olhar para a amamentação como algo animal e instintivo, sem racionalizarmos em demasia, é dar mama sem pensar, o pensar que o leite não é bom, que o leite é pouco, que o bebé ficou com fome e por aí fora são os maiores obstáculos da amamentação. Enquanto estiverem a amamentar, não pensem! E quem diria que a mãe filósofa dissesse uma coisa destas hein?